Ecossistemas e biodiversidade do litoral catarinense

Portal Trilhas SC

Explore o mosaico de ambientes que sustenta a biodiversidade do litoral catarinense, das florestas costeiras aos ambientes marinhos.

Caminho para a Praia do Moçambique atravessa vegetação costeira no Rio Vermelho, em Florianópolis.

Um mosaico entre a terra e o mar

O litoral de Santa Catarina reúne ambientes terrestres, costeiros e marinhos próximos entre si. A presença, a extensão e o estado de conservação de cada ambiente variam de um lugar para outro.

Relevo, clima, drenagem, marés, ondas, ventos, sedimentos, organismos e usos humanos participam desse mosaico. Água, sedimentos, nutrientes e seres vivos também circulam entre encostas, cursos d’água, planícies costeiras, estuários e mar.

Ambientes que ajudam a contar essa história

Trecho de Mata Atlântica em área rural de Corupá, com vegetação densa e relevo úmido.

Florestas costeiras

Trechos da Mata Atlântica em áreas baixas, morros, vales e encostas. Altitude, umidade, solo, ventos, maresia e história de uso criam diferenças locais.

Vegetação de restinga cresce sobre o campo de dunas protegido em Florianópolis.

Restingas

Comunidades vegetais associadas a depósitos arenosos. Sua cobertura ajuda a reter sedimentos e cria alimento, abrigo e microambientes.

Dunas claras da Joaquina com a praia e o mar ao fundo, em Florianópolis.

Praias e dunas

Sistemas dinâmicos moldados por ondas, correntes, ventos, marés e disponibilidade de areia. Sua forma pode mudar entre estações e tempestades.

Rio Ratones e suas margens na área da Estação Ecológica de Carijós, em Florianópolis.

Estuários

Ambientes de transição onde águas continentais encontram o mar. Marés, chuvas e vazão modificam circulação, salinidade e áreas inundadas.

Formações rochosas do Costão do Santinho junto ao mar, em Florianópolis.

Costões rochosos

Superfícies na interface com o mar, com fendas, poças e faixas de organismos condicionadas por ondas, marés, luz e exposição ao ar.

Manguezal e canais da Estação Ecológica de Carijós, no bairro Saco Grande.

Manguezais e marismas

Áreas úmidas costeiras ligadas às marés, à retenção de sedimentos, à ciclagem de nutrientes e a habitats de peixes, crustáceos e aves.

Espécies nativas e conexões entre ambientes

Garça-branca-grande em ambiente protegido da Estação Ecológica de Carijós.

Plantas, animais, fungos, microrganismos, água, solo e matéria orgânica formam redes ecológicas. Frutos alimentam animais; aves transportam sementes; raízes e ramos retêm areia; algas e matéria trazida pelo mar sustentam organismos da praia e do costão.

Juçara, canela-preta, laranjeira-do-mato, tucano-de-bico-verde, salsa-da-praia, feijão-da-praia, tatuíra, tainha, robalo-peva, atobá-pardo e lontra são exemplos documentados em escalas do litoral catarinense ou do contexto regional.

Esses exemplos não indicam que todas as espécies ocorram em toda praia, costão, estuário ou trilha. Uma espécie só será associada a um percurso quando houver informação compatível com aquele local.

Conexões ecológicas, manejo e conservação

Pequena ponte organiza a circulação na trilha da Costa da Lagoa, em Florianópolis.

Fragmentação, ocupação costeira, poluição, espécies exóticas invasoras, incêndios, alteração da drenagem, perturbação da fauna e mudanças climáticas podem modificar as conexões entre ambientes. A relevância de cada pressão precisa ser avaliada localmente.

Traçado, drenagem, sinalização, manutenção e acompanhamento das trilhas ajudam a concentrar a passagem e a responder a erosão, compactação, danos à vegetação e perturbação da fauna.

Observe de forma responsável

  • Mantenha distância dos animais e não os alimente.
  • Permaneça no caminho indicado e não abra atalhos.
  • Não retire plantas, sementes, conchas, rochas ou outros elementos.
  • Reduza o ruído e não use sons para atrair fauna.
  • Não toque em ninhos, abrigos ou organismos do costão.
  • Não divulgue a localização precisa de espécies ou locais sensíveis.